7 de maio de 2018

São várias as razões que podem levar uma criança ou adolescente a ter que mudar de escola: a transferência de um dos pais para trabalhar em outra cidade, a incompatibilidade com os valores e proposta pedagógica ou o encerramento de um ciclo, quando o aluno conclui o Ensino Fundamental e a instituição não oferece turmas do Médio, por exemplo.

Por outro lado, a menos que a troca tenha sido um pedido da própria criança, a transição pode ser marcada por alguma resistência. Essa é uma reação natural, pois tudo o que é novo, assusta.

Em outras palavras, seu filho tende a ser tomado por uma mistura de sensações: ansiedade, insegurança, euforia ou medo. Cabe a você, como mãe ou pai, a tarefa de conduzir esse processo com muita tranquilidade. Preste atenção nas nossas dicas!

Ressalte sempre os aspectos positivos da mudança

Mudar de escola pode ficar mais fácil quando a criança se dá conta de que não estará perdendo nada, mas somando. Com a troca, ela ganha a oportunidade de conhecer novas pessoas e lugares, que certamente irão se tornar tão queridos quanto os anteriores.

Além disso, é válido ressaltar que o contato com os antigos colegas e professores poderá ser mantido normalmente, mesmo que a distância: caso sua família tenha se mudado de cidade, a comunicação acontecerá com a ajuda da tecnologia. Sugira a seu filho, inclusive, convidá-los para conhecer a casa nova nas próximas férias.

Convide o seu filho a opinar nas decisões (e envolva-o!)

Outra estratégia que pode ajudar a suavizar possíveis traumas provocados pela mudança é conceder à criança certo grau de autonomia. A decisão sobre a nova escola é sua responsabilidade, mas nada impede que você leve seu filho consigo nas visitas e peça a opinião dele.

Ao sair para comprar a lista de material, por exemplo, permita que ele escolha alguns itens. O segredo, portanto, é o envolvimento. Quando possível, convide-o a participar das decisões relativas ao novo colégio, aproveitando para conversar com ele sobre todos as consequências de mudar de escola.

Combine maneiras para facilitar o entrosamento

Para acelerar o processo de entrosamento, é importante que, tanto a equipe pedagógica quanto os novos amigos conheçam o seu filho: é fundamental que as pessoas saibam quem ele é, de onde veio, além de suas principais habilidades e eventuais dificuldades.

Todos os esforços devem ser feitos para que a criança seja acolhida e se reconheça como um integrante daquela turma no menor prazo possível. Se você está chegando de outro estado, uma boa ideia é sugerir à coordenação que seja realizada uma atividade para apresentar os hábitos e costumes de seu local de origem.

Tenha paciência

Por último, nós lembramos que os pais também precisam estar emocionalmente preparados para a mudança: é que seu filho apresente oscilações de comportamento.

Há momentos em que você deve oferecer colo; noutros, será preciso agir com um pouco mais de firmeza e autoridade. O mais importante, em qualquer situação, é não perder o controle. Uma dose extra de paciência também é bem-vinda!

Lembre-se, ainda, de não menosprezar as angústias de um adolescente. O fato de ele ser mais velho não significa, necessariamente, que mudar de escola é menos doloroso.

Depois de ler o nosso post , ainda restam dúvidas sobre a melhor maneira de agir quando o seu filho precisar mudar de escola? Se você está passando por essa situação, ou então já viveu essa experiência, deixe seu depoimento nos comentários e aproveite para interagir com outras mães e pais!