fbpx
1 de dezembro de 2020

texto: Sonia Pires – Pastoral Compa SP

Advento, aquilo que há de vir… mas, o que há de vir?

O que estamos esperando? A quem estamos a esperar?

Vivemos hoje tempos tão conturbados, tensos… Partilhamos um momento de grande inquietação social, de aridez espiritual, de drama sanitário, de distúrbios existenciais, de profundos dilemas morais…

Aí nos perguntamos, como podemos ter esperança? Como podemos superar o medo que nos paralisa, renovar a esperança no sentido da vida?

Se fizermos silêncio para escutar, prestar atenção ao nosso redor, poderemos reconhecer sementes de esperança, de vida, desde as pequenas situações, às vezes tão perto de nós, que podem passar despercebidas.

É importante cultivar uma mística de união, de compromisso, de solidariedade e de cuidado com a nossa vida e a vida dos outros, para curar, consolar, repartir o pão.

Mesmo diante de desafios quase intransponíveis, consideramos possível ser de outro modo, inventamos e reinventamos opções, criamos novas saídas e, sem cessar, sonhamos com o “mais” e o “melhor”.

Isaías 11, 6 -9

“Então o lobo será hospede do cordeiro, a pantera se deitará ao pé do cabrito, o touro e o leão comerão juntos, e um menino pequeno os conduzirá. O leão comerá palha com o boi, a criança de peito brincará junto à toca da víbora. Não se fará mal nem dano em todo o meu santo monte, porque a terra estará cheia de ciência do Senhor”.

O anúncio do profeta Isaías nos traz uma visão ecológica, cósmica onde todos redescobrirão a paz.

É preciso despertar os sentidos, cultivar nossa sensibilidade, sentir o tempo, a espera, o Natal, para além do sentido prático. Mais de 2000 anos se passaram, e a cada ano são muitas as formas de conceber Jesus, o Messias.

A história do Natal é uma grande história, que toca pequenos e grandes dramas, toca nossas vidas, toca nosso coração.

Há uma “gravidez” no ar… Deus quer estar no meio de nós, quer aprender a falar, caminhar, ser humano como nós.

Há uma revelação que vai se fazendo em nós e para nós, um Reino que vem chegando, se tivermos a confiança de recomeçar.

Cada ano chegamos ao Natal com novas expectativas.

A espera faz parte desse tempo de gestação para sonhar aquilo que desejamos, e que ainda não vemos, com uma esperança ativa e comprometida com a vida.

Vale a pena estar à espera para recomeçar? Depende de nós!

Peçamos à Maria, mulher da espera e da esperança, que nos ajude.

Que tudo seja Natal!